ANTÔNIO CARLOS CAMPOLINA

 

Nascido em Ubá, é bacharel em Letras pela Faculdade Izabela Hendrix, de Belo Horizonte. Na UFMG, especializou-se em língua latina, seguindo a carreira de seu pai, professor para duas gerações.

 

Escritor de consagrados livros - S.P.Q.R. - LATIM JURÍDICO, didático-pedagógico, em sua 7ª edição e IVS SCRIPTVM - Aforismos & Expressões, em 3ª edição, recomendados pela OAB-MG, há mais de três décadas ministra cursos e palestras em renomados estabelecimentos e instituições de vários estados, tendo ultrapassado a marca de trezentas realizações.

 

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DO LATIM E DE UM LEAL SERVIDOR

 

Disse o jornalista José Maurício que o professor Antônio Carlos Campolina é o “Dom Quixote do Latim”, pelo fato de ele vir empunhando a lança com que reconquista espaço para o idioma de Cícero no currículo das escolas secundárias. 

Em verdade, o incansável professor vem mantendo o seu curso não apenas em Belo Horizonte, porque para ele se põe de andanças & alianças que se esticam até o Nordeste. 

Vai ele de verbo ao vento, girando as pás dos compêndios, o giz em riste, armando-se cavaleiro em tom acusativo contra os que praticaram ato ablativo do Latim na reforma na década de 60, Lei 5692. 

Seria saudosismo? Vontade de impor aos atuais os seus deveres de estudantes, sem atentar para as conveniências do tempo presente? Não e não. Nota-se que a qualidade do ensino vem se deteriorando nestas últimas décadas. Para isso muito contribui o direcionamento do raciocínio para marcar a resposta certa num repertório de opções, à semelhança da escolha de números nas cartelas da sorte. 

 

O candidato parte com 25% de possibilidades de acerto quando enfrenta quatro tentadoras soluções. Não é o mesmo que articular palavras para expor um pensamento. O trabalho de redigir é de quem elabora as questões; ao aluno cabe o voto, pura e simplesmente. 

Quando fala, um indivíduo exercita a delicadíssima engrenagem mental para fazer uma ideia – abstrata por natureza – transitar de um a outro centro pensante. 

Comunicar é, portanto, passar a outra pessoa o conteúdo de um pensamento, via palavra. Se a palavra está em crise, a própria essência do pensamento fica prejudicada. Corrente de estudiosos afirma que é impossível pensar sem palavras. E vai além: o domínio do vocabulário determina o nível de inteligência. 

À vista de todo esse prestígio da palavra, o que diz respeito a ela merece boa acolhida. Pois é no vértice das considerações que vamos encontrar o Latim, língua–mãe. Idioma enxuto, concentrado, precisão de luva léxica e sintática para a expressão, o Latim é instrumento primoroso para se alcançar a ambicionada síntese.

 

 

Em seus meandros, o pensamento não divaga, mas se condensa; não se alonga, por desfibrado, mas atinge a certa extensão na justa densidade; não apenas roça o objetivo da comunicação, mas age ao feitio de ponta de lança que rompe a casca da linguagem e faz jorrar o sumo do entendimento. Faz falta o latim nestes tempos em que a cultura do corpo deveria associar-se à ginástica da mente. Afinal, mens sana in corpore sano."

 

Rosalvo Braga
Professor e escritor

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